Início Motos Como escolher a melhor corrente de transmissão para a sua moto?

A corrente de transmissão da moto faz parte do sistema de transmissão de potência. De forma simplificada, sua responsabilidade é transmitir a energia do motor para a roda traseira, fazendo assim, com que a motocicleta se mova para a frente. Dada a sua importância, é claro que esse tema é rodeado de dúvidas. Por isso, antes de revelarmos como escolher a melhor corrente de transmissão para a sua moto, confira a seguir, as respostas para perguntas frequentes sobre o assunto.

Corrente de transmissão: perguntas frequentes 

A corrente da moto caiu. E agora?

A corrente de transmissão da moto pode cair quando ela se solta dos dentes da coroa na roda traseira ou do pinhão na árvore de manivelas do motor. As razões são numerosas: desgaste excessivo da corrente, ajuste inadequado, tensão incorreta da corrente, falta de lubrificação, dentes danificados nas engrenagens e até mesmo a severidade dos impactos.

E quando isso acontece, é preciso ter cuidado. Afinal, esse cenário pode ser o estopim para uma série de outros eventos de média e alta gravidade, como: perda de potência da motocicleta, risco de acidentes, outros danos mecânicos e imobilização da moto.

 

Por que a corrente da moto fica folgada?

Existem diversos fatores que levam à folga na corrente e, por isso, deve-se identificar a causa específica para corrigir o problema adequadamente. Alguns dos principais motivos para isso são:

  1. Desgaste da corrente por conta do uso regular, resultando em uma folga excessiva;
  2. Ajuste inadequado da tensão da corrente durante a instalação ou manutenção;
  3. Desgaste de outros componentes como o pinhão e a coroa;
  4. Falta de lubrificação, afinal esse é um passo basilar para a redução do atrito e desgaste.
  5. Impactos com detritos na estrada, buracos ou objetos estranhos que podem danificar a corrente ou os componentes relacionados.

A corrente da moto está frouxa. É perigoso?

Resposta rápida: sim! Pilotar com a corrente da moto frouxa pode ser extremamente perigoso, pois isso pode causar os seguintes efeitos:

  1. Instabilidade, causando sensação de “batida” ou “salto” durante a condução, especialmente nas acelerações ou desacelerações bruscas.
  1. Desgaste prematuro, afinal ela se torna sujeita a movimentos excessivos e vibrações inadequadas, o que pode levar a danos mais sérios e à necessidade de substituição antecipada de peças.
  1. Outros danos mecânicos, porque o efeito dominó da frouxura da corrente pode desalinhar os dentes das engrenagens, vindo a causar danos aos componentes próximos. O resultado mais grave disso é o aumentando o risco de acidentes e lesões.
  1. Perda de potência, pois como se pode imaginar, uma corrente frouxa não transmite eficientemente a potência do motor para a roda traseira. O resultado: uma resposta mais lenta do acelerador, perda de torque e prejuízo no desempenho da moto.
  1. Risco de quebra, afinal, a corrente fica sujeita a movimentos erráticos e estresse adicional. Esse ponto merece extrema atenção, pois se a corrente quebrar durante a condução, há uma perda súbita de potência e controle da moto. E acidentes são quase inevitáveis.

Qual a hora de trocar a corrente da moto?

Todos os cenários descritos até aqui já dão uma certa prévia de quando se deve substituir a corrente de transmissão de uma moto. Por tanto, em resumo, recomenda-se a troca ao identificar os seguintes cenários:

  1. Desgaste visível;
  2. Folga excessiva;
  3. Ruídos anormais;
  4. Alongamento excessivo;
  5. Falha recorrente na manutenção.

Por outro lado, mesmo que a corrente não apresentar essas características, ela deve ser trocada de tempos em tempos, na recorrência especificada pelo fabricante. Geralmente, recomenda-se substituí-la a cada 20.000 ou 30.000 quilômetros.

Mecanico-trocando-corrente-de-moto

Escolhendo a melhor corrente para a sua moto

Agora sim, vamos à pergunta que não quer calar: como escolher a melhor corrente de transmissão para a sua moto?

De fato, não há uma receita de bolo para isso. Na verdade, há diversos aspectos que devem ser considerados e cada modelo de moto demanda uma atenção especial. Mesmo assim, algumas recomendações podem ser úteis nesse processo. Confira a seguir:

Tipo de Moto

Afinal, motos esportivas, por exemplo, exigem correntes mais leves e de alta resistência, enquanto motos de turismo, precisam de correntes mais duráveis e de maior capacidade de carga.

Material da Corrente

As correntes de transmissão são feitas de aço ou ligas especiais, sendo que as de qualidade superior tendem a ser mais duráveis, ter melhor resistência à tração e oferecer uma vida útil mais longa.

Tamanho e Passo

É preciso consultar o manual da moto para determinar o tamanho e o passo ideais da corrente. Avalie também, os catálogos de aplicação do fornecedor da corrente e veja qual se adapta a sua moto.

Tipo de Vedação

Algumas correntes de transmissão vêm com vedações otimizadas para proteger seus componentes internos contra sujeira, umidade e detritos. Essa pode ser uma variável importante na escolha da corrente ideal.

Classificação de Resistência

Certifique-se que a corrente que você escolheu tem a classificação de resistência adequada para o peso e a potência da sua moto.

Marca e Qualidade

Por último, mas não menos importante, optar por marcas reconhecidas por sua alta qualidade e que te proporcione garantia de confiabilidade e desempenho. Pesquise a empresa e investigue se ela mantém processos de fabricação com rigor e garantia de qualidade. Aliás, esse é um dos diferenciais da DID: nosso compromisso com a qualidade e melhoria contínua. Dominar o funcionamento desse sistema é um assunto muito relevante para motociclistas, mecânicos e entusiastas do motociclismo. Por isso, no site da DID você poderá encontrar outros conteúdos sobre o assunto. Se aprofunde no tema e descubra cuidados básicos para manter o bom funcionamento da corrente de transmissão.